RESENHA - Como Viver Eternamente - Sally Nicholls - Geração Editorial


Boa noite queridos leitores!
Hoje vou dividir com vocês, as minhas impressões sobre o livro Como Viver Eternamente, da escritora Sally Nicholls, e que foi publicado aqui no Brasil pela Geração Editorial.

Uma história diferente das minha leituras habituais. Uma história comovente, triste, mas que nos faz refletir e entender o quanto estamos ou não preparados para lutar pela vida de quem amamos.

Conheça o livro:

Ficha Técnica:
Como viver eternamente
Autor: Sally Nicholls
Tradutora: Lidia Luther
Categoria: Romance Estrangeiro
Formato 13,5×20,5 cm
Páginas: 232
Peso: 350gr.
ISBN: 9788561501006
R$ 34,90
Editora: Geração

Sinopse:
Meu nome é Sam. Tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto. Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.

Livro: SITE - GERAÇÃO EDITORIAL - SKOOB - FACEBOOK 

Outras Capas!

Sobre a autora!

Sally Nicholls nasceu em Stockton, Inglaterra. Após se formar em Filosofia e Literatura, ela fez um mestrado para jovens escritores iniciantes e acabou ganhando o prêmio de autor com o maior potencial em sua turma. Seu livro encantou o agente literário que passou a cuidar dela e imediatamente foi comprado pela Scholastic, uma das maiores editoras do mundo, e em seguida por editores em 16 países. Sally escreveu Como Viver Eternamente aos vinte e três anos. Ela mora em Londres.



Sam é um menino de 11 anos de idade que tem leucemia, e apenas alguns meses de vida.
Quando um professor sugere que ele escreva um diário, ele decide dar um passo adiante e escrever um livro dando sua opinião sobre a sua situação. Seu livro é uma combinação de perguntas, listas, observações, fatos e mais ou menos parecido com uma revista. A lista mais importante em seu livro é com as coisas que ele gostaria de realizar em sua vida. Fazer coisas de adolescentes, como fumar, beber e ter uma namorada. Ele fica surpreso quando seu amigo Felix o ajuda a perceber que sua lista pode ser muito mais do que uma "lista de desejos" - ele realmente pode fazer essas coisas, de uma forma ou de outra ...

Sam tem uma lista de desejos com oito tópicos:

1- Quer ser um cientista famoso. Descobrir coisas e escrever livros sobre suas descobertas.
2- Bater um recorde mundial. Não um recorde de algum esporte. Um recorde bobo.
3-  Assistir filmes de terror que ninguém permite.
4- Subir a escada rolante de descer ou descer a escada rolante de subir.
5- Ver um fantasma.
6- Ser um adolescente. Fazer coisas que adolescentes fazem, como beber, fumar ou ter namoradas.
7- Passear em um dirigível.
8- Subir em uma nave espacial e ver a Terra do espaço.

Esta não é sua única lista. Sam cria também listas de como viver eternamente, listas sobre sua aparência, coisas favoritas, o que fazer quando alguém morre, fatos fantásticos sobre dirigíveis, para onde vamos após a morte, coisas que quer que aconteça após sua morte, dentre outras listas e questões que os adultos não sabem ou não querem responder.

Um livro comovente, que oferece um olhar diferente sobre esta doença, um olhar do ponto de vista de uma criança curiosa, sem exceder na tristeza da situação em que ele vive. Sam tem uma mente notável e ele se concentra em realizar os itens de suas listas. 
Basta dizer, que ele faz um excelente progresso através de suas listas, de formas criativas e adequadas à idade. Sam é um fã de fatos e oferece muitos outros fatos interessantes sobre diversos assuntos, incluindo sua doença, caixões, etc...


Ao longo da história, o livro dá ênfase as pequenas belezas da vida - os pequenos detalhes que são frequentemente negligenciados por todos nós. 
Os pais e a irmã de Sam tentam lidar com esta difícil situação de maneiras muito diferentes, oferecendo ao leitor uma boa lição sobre o fato de que não há uma única maneira de se lamentar. Existem muitas oportunidades para pensar e discutirmos em nossas famílias, a maneira como Sam aborda o assunto. Sobre as perguntas que ele faz e que ninguém nunca responde. Perguntas sobre o porque as crianças ficam doentes, onde nós vamos depois de morrer, qual é a sensação de morrer, e muito mais. O final é o esperado, mas é tratado de uma forma criativa - o que se faz necessário, uma vez que o livro é contado a partir do ponto de vista de Sam.

A autora é hábil em fornecer pistas sobre a turbulência da família de Sam. Como eles oscilam entre a negação e a aceitação, e mesmo que a situação de Sam seja o fator principal do livro, ela nos  oferece uma visão de sua família e nos desperta simpatia, pela maneira como eles conseguem lidar com a doença de um ente amado. 

Sally Nicholls, sabe equilibrar muito bem as passagens de desespero com momentos inspiradores de bravura, e a narrativa sentimental de Sam é sempre honesta e nunca se torna enjoativa. 

Eu gostei da capa. A diagramação, a fonte escolhida, a cor das páginas, ficaram perfeitos e nos facilitam a leitura.

Devo reconhecer, que se não fosse por ter recebido este livro, através da parceria, talvez nunca o tivesse lido. Pois, não curto muito este tipo de literatura denominada ‘Sick-lit". Não por preconceito e sim por ser uma manteiga derretida mesmo, e geralmente ter o hábito de entrar na história, vivenciar todos os acontecimentos e todas as alegrias e tristezas dos personagens. Sendo assim livros com esta narrativa, costumam ser evitados por mim...

Mas, recomendo por ser uma historia bem escrita e muito bem desenvolvida pela autora.
E principalmente por Sam, um personagem muito fofo e comovente.
Eu tive a coragem de experimentar a leitura e não me arrependo, pois o livro nos traz grandes ensinamentos e também uma história linda de se ler. Experimente você também.

O que é  ‘Sick-lit"?
Esse tipo de história — voltada para adolescentes, mas trazendo personagens envoltos em doenças graves, depressão, anorexia, tentativas de suicídio e outros problemas realistas que a fantasia costumava ignorar — vem sendo chamado de sick-lit, algo como “literatura enferma” em português. É um termo que traz uma conotação negativa e muitas vezes ignora a qualidade dos livros, mas que tem gerado polêmica e pode indicar uma tendência.

Tenham uma boa leitura, bjus




10 comentários:

  1. Imagino que esse livro seja muito emocionante,eu também choro muito,mas as lições que a gente aprende valem muito a pena.

    bjsss

    Bianca

    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  2. Oi, Lia gostei de sua resenha,mas ainda não emplaquei no gênero Sick-lit , apesar de ter lido dois de peso até aqui. Estou parado a uns meses de outro e não tenho vontade de continuar a lê-lo, porém é sempre mais uma dica de leitura.Valeu

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    1. Oi Ver, realmente este também não é o meu estilo, mas gostei muito do livro e valeu a pena ler.
      Bjus

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  3. Parece realmente emocionante... Mas tb passa a idéia de algo pesado e triste... Não sei... Só lendo para firmar uma opinião. Bela resenha!

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    1. Oi Gabi, acho que você iria gostar deste livro. Eu o achi lindo e muito emocionante. Bjus

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  4. Não conhecia esse livro, mas... nossa! Fiquei muito interessada.
    Confesso não curtir muito esse universo Sick-lit, mas sinto que desse eu iria gostar!

    Bjs

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    1. Oi Bia, eu também não curto muito este estilo, mas o livro foi uma ótima surpresa e adorei ter a oportunidade de ler.
      Bjus

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  5. Achei interessante a pegada do livro, trazendo esses
    problemas, para os meios não só dos jovens, mas
    para toda sociedade. Não conhecia, não faz muito
    meu gênero, li muitos livros assim na escola, não
    sei se hoje leria, mas gostei em saber mais,
    bjs

    http://www.loveebookss.com.br/

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    1. Oi Solange, como falei na resenha também não faz muito o meu gênero, mas acabei gostando e recomendo para todos os meus leitores sem medo. Bjus

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