[RESENHA] Simplesmente o Paraíso - Julia Quinn - Editora Arqueiro


Bom dia leitores!

 Hoje vou compartilhar com vocês as minhas impressões, sobre um romance de época que tem na música a sua melhor particularidade!


SIMPLESMENTE O PARAÍSO

Ficha Técnica:
Lançamento: 08/02/2017
Título original: Just Like Heaven
Tradução: Ana Rodrigues
Formato: 16 x 23 cm
Número de Páginas: 272
Peso: 0.41 kg
Acabamento: brochura
ISBN: 9788580416626
EAN: 9788580416626
Preço: R$ 39.90
E-Book
eISBN: 9788580416633
Preço: R$ 24.99

Sinopse:
 
Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito…

Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista.

Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão…

Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisaria conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todo tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente?
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 Fuxicando no site da Julia Quinn, fiquei sabendo da existência desta série, e logo fiquei curiosa e com muita vontade de conferir. Torci muito para que a Arqueiro trouxesse pra nós. E finalmente os dois primeiros livros chegaram em minhas mãos.

Durante a leitura da série Os Bridgertons, somos apresentados ao Quarteto Musical Smythe-Smith. Um quarteto formado por jovens solteiras da família, e cuja principal característica era a total falta de talento. Sempre que são citadas nas histórias, podemos perceber que além da falta de talento, são jovens agradáveis, e não sei vocês, mas sempre me senti curiosa sobre a motivação que fazia com que elas tocassem e tivessem a coragem de se apresentar e também do motivo de tantos nobres terem a coragem de ir a esses concertos.

Neste primeiro livro, vamos conhecer Honoria Smithe-Smith e através dela saber mais sobre o quarteto e finalmente descobrir o que as faz tão peculiares!


Honoria Smythe-Smith, a filha mais nova do Conde de Winstead. É uma jovem solitária, já que suas irmãs mais velhas se casaram e seu irmão está fora do País. ??Sua casa é silenciosa e não tão divertida como era quando ela era uma criança. A mãe está deprimida e Honoria realmente gostaria muito de se casar e ter uma família própria. Ela sente falta de ter uma família ao seu redor - uma família grande e vivaz.
Honoria toca violino no quarteto. Ela está bem ciente de que são terríveis. De fato, ela admite livremente (para suas primas) que ela é provavelmente a pior do bando. Mas ela é do tipo que imagina que não adianta de nada se sentir mortificada com as apresentações anuais, então ela faz o seu melhor e se diverte com isso.

Marcus Holroyd é o melhor amigo de Daniel, o irmão mais velho de Honoria, que vive no exílio fora do país. Ele prometeu ao amigo, cuidar e proteger Honoria dos caçadores de fortunas e afins, e assumiu sua responsabilidade com muita seriedade, até demais.Por isso, quando Honoria parte para Cambridge decidida a casar até o final da temporada, ele se vê doido. Ela está de olho no único solteiro Bridgerton, que pra sorte de Marcus, não está tão propenso assim ao casamento. Quando Lady Honoria não consegue seu intento, será que Marcus vai enfim acordar e tentar entender o motivo dela mexer tanto com ele?

Imagem retirada do Google
O livro é uma leitura leve e gostosa, eu li com gosto e em um dia. A trama segue a história de Honoria Smythe-Smith, enquanto ela se prepara para tocar no concerto anual e ao mesmo tempo, à procura de um marido.

Marcus e Honória se conhecem desde crianças, ou melhor ele já era praticamente um rapazinho aos 13 anos, sempre com uma postura séria e tranquila. Ao contrário dela que era uma garotinha de 7 anos travessa e aventureira. Ela vivia perseguindo seu irmão Daniel e por consequência seu amigo Marcus. Estava sempre tentando participar de suas brincadeiras, sempre por perto atazanando os dois. Por isto nada mais normal que os dois se conhecessem tão bem, e se sentissem muito à vontade um com o outro e acabassem se tornando bons amigos. Marcus encontrou nos Smithe-Smith a família que nunca teve.
"Ele sorriu. Só que não foi exatamente um sorriso. Marcus era sempre tão sério, tão rígido, que, em qualquer outra pessoa, aquele seria apenas um meio sorriso seco. Honoria imaginou com que frequência ele sorria sem que ninguém percebesse. Marcus tinha sorte por ela conhecê-lo tão bem; outros o considerariam desprovido de humor." (Pág. 23)
Eu gostei muito de Honoria, ela me conquistou logo nas primeiras páginas. Ela é doce, tem uma sensibilidade muito cativante e ao mesmo tempo sabe lutar pelo que quer.
Marcus, teve uma infância sofrida. Não tinha mãe, e seu pai praticamente não se dava conta de sua existência. Como filho único era muito solitário, algo que só muda quando aos 12 anos vai para Eton e lá conhece e se torna amigo de Daniel. Eu caí de amores por ele completamente, algo que só foi crescendo durante a leitura.
As primas de Honoria que também tocam no quarteto Smythe-Smith são personagens interessantes, eu gostei da interação entre elas. E adorei rever Lady Danbury mesmo que rapidamente,pois ela é um personagem que sempre causa quando aparece.

Quando Honoria viaja para a propriedade de uma amiga perto de onde vive Marcus com a intenção de procurar por marido, os dois se encontram novamente. Devido a um dos esquemas malsucedidos de Honoria, Marcus acaba ferido e se não fosse por ela e sua mãe, teria morrido. É durante a convivência durante os cuidados com ele, que finalmente as vendas caem de seus olhos. No entanto, Honoria também descobre a promessa de Marcus a Daniel e interpreta mal as intenções de Marcus para com ela. Ela e sua mãe regressam a Londres. Pode Marcus convencer Honoria que ele a ama de verdade e não por alguma promessa boba? Pode Honoria conseguir que suas primas se dediquem a praticar a peça difícil para o próximo evento? E será que a nobreza de Londres será capaz de encontrar algodão suficiente para encher as orelhas e sobreviver a outra apresentação "musical" das mulheres do clã Smythe-Smith?
"É claro que Marcus concordara. O que mais poderia dizer? Mas ele nunca contara a Honoria sobre a promessa. Santo Deus, teria sido um desastre. Já era difícil o bastante ficar atento sem que ela soubesse. Se Honoria desconfiasse de que Marcus estava agindo in loco parentis, teria ficado furiosa. A última coisa de que precisava era que Honoria tentasse atrapalhar sua missão. (Pág. 29)
Esta é uma história sobre dois personagens que querem ter uma família, e não têm certeza se eles vão ser capazes de conseguir isto para si. Eles vêm de criações muito diferentes, mas ambos valorizam e compreendem o conceito, os problemas e a recompensa de ser parte de uma família. Em última análise, eles têm que descobrir se eles podem ser a família um do outro.
"Passara a vida toda sendo um perfeito cavalheiro. Nunca flertara. Nunca fora um libertino. Odiava ser o centro das atenções, mas, por Deus, desejava ser o centro da atenção de Honoria. Queria fazer o que era errado, o que era maligno. Queria puxá-la para seus braços e levá-la para a cama. Queria despir cada peça de roupa dela e adorá-la. Queria mostrar a Honoria todas as coisas que nem saberia como descrever." (Pág. 240)
Uma história de amigos qua aos poucos se tornam apaixonados. Uma história calma e doce, lírica e às vezes muito emocionante, sem uma grande quantidade de conflitos. É amigável e quente, e o conflito entre Marcus e Honoria não é tanto "se" ou "como", mas "quando". Marcus e Honoria compartilham um amor tão profundo que é adorável. Eles se conhecem muito bem - só custaram a perceber o quão bem eles são juntos.

Este primeiro livro foi diferente do que eu esperava, pois estava acostumada com o ritmo das histórias dos Bridgertons, e Julia Quinn escreveu de forma bem diferente a meu ver. Mesmo assim gostei da maneira como ela nos apresenta os Smithe-Smith e da forma como ela vai aos poucos saciando nossa curiosidade, sobre esta família tão adorável e peculiar.
Com certeza recomendo a leitura para todos que são apaixonados por romances de época.
Bjus


2 comentários:

  1. Bom dia Lia, tudo bem?

    Os livros da autora são um sucesso e a arqueiro acertou em cheio com o lançamento dos seus livros, a passagem aqui no Brasil da autora é demais pelo que vi, bom saber que essa série mesmo que diferente um pouco como vc mencionou continua ótima.....parabéns pela resenha...bjs.

    http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Oi Marco.
      Julia Quinn, em minha opinião é uma das melhores autoras de romances de época que chegaram por aqui.
      Obrigada pela visita.
      Abraço.

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