[RESENHA] O Jardim das Borboletas - Dot Hutchinson - Planeta de Livros Brasil



   Olá pessoal!
   Tudo bem?
   Hoje eu trago para vocês, a resenha do livro O Jardim das Borboletas, escrito pela Dot Hutchinson  e publicado pela Editora Planeta de Livros Brasil.
   Conheça minha opinião sobre este livro incrível!


. Dados Sobre o Livro:

. Título: O Jardim das Borboletas
. Título Original: The Butterfly Garden
. Autora: Dot Hutchinson
. Editora: Planeta de Livros Brasil
. Série: Colecionador
. Ano: 2017
. 1ª Edição
. 304 Páginas
. ISBN: 978-85-422-1202-0
. Tradução: Débora Isidoro e Carolina Caires Coelho
. Sinopse: Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do FBI Victor Hanoverian e Brandon Eddinson, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.
“ A pessoa que você é não se resume em um nome, mas sim em uma história, e eu preciso conhecer a sua.” 
 (pág. 40 )
 Sensacionalmente Pertubador!

      O Jardim das Borboletas é um Thriller assustador, mas completamente sensacional!
      Antes de concluir a leitura, ele conseguiu conquistar meu coração e entrar na lista de favoritos da minha estante. Eu simplesmente amei a história porque ela conseguiu tirar minha tranqüilidade.

     A história começa na sala de interrogatório com uma menina sentada numa cadeira de metal, apoiando o queixo em uma das mãos enfaixadas e rabiscando com a outra a superfície da mesa de aço. Enquanto isso, os peritos que permaneciam do outro lado do vidro com espelho falso, informava o agente do FBI Victor Hanoverian sobre as meninas que foram resgatadas de um cativeiro que elas identificavam como  Jardim das Borboletas.

    Quando Victor e o agente Brandon Eddison  entram na sala de interrogatório, a jovem sobrevivente Maya, que era considerada líder das meninas, fica  responsável por relatar  detalhadamente tudo que acontecia dentro do jardim e como elas eram tratadas pelo sequestrador conhecido como Jardineiro.

   A partir deste ponto, Maya começa seu depoimento em vários flashbacks para os agentes do FBI montarem o quebra-cabeça para condenar o jardineiro. Inicialmente Maya narra seu primeiro dia no jardim, quando recobrou a  consciência com uma enorme dor de cabeça e uma jovem chamada Lyonette, oferecendo água, comprimidos para tirar as dores e apoio, pois ela vivia naquela mesma situação que Maya estava começando a viver há quase cinco anos.

   Nos primeiros dias Maya era drogada e sempre acordava com a presença de Lyonette. Mas depois da primeira semana, passou a acordar numa sala diferente com um homem tatuando um par de asas de borboleta que cobria toda a extensão de suas costas.
  Quando aconteceu a última sessão que o jardineiro finalizou a tatuagem, ele estuprou a jovem pela primeira vez no mesmo momento que recebia o nome de Maya. Pois todas as jovens que permaneciam dentro do jardim ganhavam um novo nome juntamente com o par de asas do animal que ele tanto idolatrava.
“Algumas pessoas desabam e nunca mais levantam. Outras recolhem os próprios cacos e os colam com as partes afiadas viradas para fora.”
 ( pág. 85 )
   Dentro do Jardim, Maya foi conhecendo outras jovens que foram sequestradas e tratadas da mesma forma. Todas elas tinham entre dezesseis e dezessete anos, vestiam um vestido preto com decote profundo nas costas e cabelos presos para não taparem as tatuagens.
    O Jardineiro gostava de ver as vinte e poucos jovens  que permaneciam dentro do jardim como borboletas e tratava cada uma com muito afeto. Entretanto as moças eram obrigadas a satisfazê-lo sexualmente no período de cinco anos e quando elas completavam vinte e um anos, o jardineiro presenteava a jovem com um lindo vestido de seda para assassiná-la e embalsamá-la para ser guardada em um vidro cheio de resina e expostas num corredor para ele e as jovens borboletas observá-las.

   Já não bastava viver no mundo macabro sem nenhuma hipótese de escapar com vida, as jovens também precisavam lidar com o filho mais velho do jardineiro. Avery era um homem masoquista, machucava brutalmente e até matava as jovens por diversão. Contudo Avery era obcecado pela Maya, porque ela se tornou uma das borboletas favoritas do jardineiro e o pai proibiu dele tocar Maya por causa dos ataques masoquistas.

   No entanto, os detetives descobrem que Maya antes de ser seqüestrada tinha o nome de Inara Morrissey e para piorar a situação, Inara também era um nome falso que ela tinha adquirido com uma identidade falsa quando chegou em Nova York, deixando Victor e Eddison desconfiados do depoimento de Maya.

    Gente que história!
    Eu simplesmente não conseguia largar o livro. Durante a leitura eu conseguia imaginar todo o cenário da história, principalmente do jardim. A escrita da Dot é tão envolvente que dava para sentir como se estivesse dentro do jardim com as jovens borboletas e às vezes ficava meio enojada porque eu não conseguia ter raiva completamente do Jardineiro, mesmo sabendo que ele era um assassino inteiramente frio.
“ Meus segredos são velhos amigos. Eu me sentiria uma péssima amiga se os abandonasse agora.” 
( pág. 127 )
   Depois de dois dias que terminei de ler O Jardim das Borboletas, ainda estou tentando entender porque o jardineiro  fazia as coisas do jeito que fazia. É doentio demais, mas ao mesmo tempo fantástico. A autora não poupou relatos chocantes, principalmente quando Avery aparecia na história.

   Maya é outra personagem fascinante. Os depoimentos da jovem foram fortes, mostrando como era sua vida antes de ser sequestrada pelo jardineiro, como o jardim era conduzido por ele e como precisou ser inteligente para adquirir alguns privilégios com o jardineiro.
   Durante a leitura  Maya conta histórias de várias jovens borboletas que estavam com ela no jardim, daquelas que foram para os vidros com resinas e das novas moças que chegaram para satisfazer o jardineiro. Entre elas, quero destacar os trechos das borboletas Lyonette, Bliss, Evita, Zara, Sirvat e as gêmeas Maggie e Lena.

    Se eu pudesse falaria de cada jovem que Maya mencionou no depoimento, mas não vou estragar as várias surpresas que este livro contém e são muitas revelações, vários trechos para bagunçar os sentimentos do leitor. Eu não contei nem um terço da história e para minha alegria, ainda terá mais. O Jardim das Borboletas é apenas a primeira parte da série colecionador.  

   A edição está bem caprichada em capa dura. A capa está sendo publicada com a mesma do livro publicado fora do Brasil. Eu adorei e espero que a editora Planeta continue publicando com as capas originais. Em cada início de capítulo contém o desenho de uma borboleta em preto e branco e a diagramação está impecável nas folhas amareladas.

   Enfim, vale  muito a pena adquirir e acompanhar essa história perturbadora, mas precisa gostar do gênero para embarcar no suspense. Recomendo principalmente para  leitores que gostam de thriller.

Livro oferecido gentilmente pela Editora Planeta de Livros Brasil.

“Borboletas de verdade poderiam voar, escapar. As borboletas do Jardineiro só podiam cair, e ainda assim raramente.”
 ( pág. 145 )
“ Borboletas são criaturas de vida curta, e isso também fazia parte da mensagem que ela transmitia para outras.” 
( pág. 175 )


   
    Sobre a Autora:

    Dot Hutchison
é escritora, dedicada especialmente ao público jovem-adulto. Possui interesses bem diversificados, indo de teatro, queda-livre e “xadrez humano” em feiras renascentistas a navegar horas e horas pelas páginas da Wikipedia (às vezes, as pesquisas não têm muito a ver com as histórias que ela escreve, como naquela vez em que Dot leu sobre São Jorge ter passado o resto de seus dias arrependido por ter matado o dragão). O jardim das borboletas é o livro 1 da série Colecionador.

   Já leu O Jardim das Borboletas?
   Pretende conhecer essa história?

Kênia Candido:
Eu sou dona do blog Histórias Existem Para Serem Contadas. Mineira completamente apaixonada por livros, filmes e seriados de TV.

2 comentários:

  1. Uau! Que livro impressionante!
    Já está na minha lista e eu o lerei assim que acabar de ler o livro que comecei. A resenha muito bem escrita, por sinal, só fez aflorar mais ainda minha vontade em ler O Jardim das Borboletas.
    Beijos, Lia.

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    Respostas
    1. Oi Kaline.
      Que bom que gostou da resenha da Kênia! Ela manda muito bem e sempre nos traz histórias fantásticas. Que a leitura seja tão instigante para você como foi para ela.
      Bjus

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