[RESENHA] A Torre do Amor #4 - Eloisa James - Editora Arqueiro


Olá leitores!
Chegando com mais uma resenha pra vocês. Hoje vou falar de uma releitura do conto de fadas Rapunzel. Vem comigo...

Sinopse:
Quando Gowan, o magnífico duque de Kinross, decide se casar, seu plano é escolher uma jovem adequada e negociar o noivado com o pai dela. Ao conhecer Edie no baile de apresentação dela à sociedade, ele acredita que, além de linda, ela também seja a dama serena que ele procura e imediatamente pede sua mão.

Na verdade, o temperamento de Edie é o oposto da serenidade. No baile, ela estava com uma febre tão alta que mal falou e não conseguiu prestar atenção em nada, nem mesmo no famoso duque de Kinross. Ao saber que seu pai aceitou o pedido do duque, ela entra em pânico. E quando a noite de núpcias não é tudo o que podia ser...

Mas a incapacidade de Edie de continuar escondendo seus sentimentos faz com que o casamento deles se desintegre e com que ela se recolha à torre do castelo, trancando Gowan do lado de fora.

Agora o poderoso duque está diante do maior desafio de sua vida. Nem a ordem nem a razão funcionam com sua geniosa esposa. Como ele conseguirá convencê-la a lhe entregar as chaves não só da torre, mas também do próprio coração?
Ficha Técnica:
Lançamento: 01/10/2018 | Título Original: Once Upon a Tower 
Tradução: Lívia Almeida | Número de Páginas: 352  
ISBN: 9788580418859 | EAN: 9788580418859 



E lá vamos nós para mais uma resenha da Série Contos de Fadas da autora que tanto gosto Eloisa James!  Apesar desta série ter seus altos e baixos e de nada ser exatamente como eu imagino ao iniciar os livros, tenho gostado do resultado como um todo e este foi um dos livros da série que mais me agradou! 

Os livros da Série Contos de Fadas podem ser lidos fora de ordem pois em cada livro é abordado um conto de fadas diferente, e apesar de serem baseados nesses contos, eles são bem originais e diferentes. 


A Torre do Amor é um romance hot ambientado na Inglaterra e na Escócia no início do século XIX. Por isso não se espante se em meio aos cortejos suspirantes da época, você também encontre cenas mais estimulantes entre os protagonistas. Cenas muito bem desenvolvidas e com a dose certa de sensualidade que é uma marca própria da autora.

Edith é bela, ponderada, até certo ponto equilibrada e muito, muito talentosa. Desde pequena acompanha seu pai no gosto pelo violoncelo, um instrumento que ela tem muita habilidade para tocar e que se fosse homem com certeza poderia ter seguido uma carreira de estrondoso sucesso. Mas é claro, que para uma jovem dama daquela época, o máximo que podia era tocar em seu quarto, tendo somente seu pai e sua madrasta como seus expectadores habituais. 
Tudo que quer da vida é ser feliz e ter a liberdade de continuar tocando seu instrumento sem ser perturbada.

Até que surge em Londres, o duque de Kinross, Gowan, a procura de uma noiva. Uma jovem que seja bela, rica e obediente, uma jovem que ele possa moldar a seu jeito e que possa largar no campo para continuar levando sua vida como solteiro. Qual duque naquela época, não gostaria disso? Só quem nem tudo que reluz é ouro e nem sempre o que se percebe num primeiro encontro, é o que realmente imaginamos.

Logo no primeiro baile que comparece a procura de uma esposa, que vem a ser o baile de debutante de EdithGowan se depara com a bela e recatada Edith ou Edie como ela prefere ser chamada. Ele dança com ela por duas vezes, e tem certeza que ela é a mulher perfeita para ele, já que Edie não fala praticamente nada e parece a serenidade em pessoa. Mal sabe Gowan que ela está se comportando deste jeito por estar resfriada e com febre. 


No dia seguinte, ao resolver visitá-la para começar sua conquista, ele se depare com vários outros pares que tiveram a mesma ideia. Para ganhar tempo e ser mais esperto que seus adversários ao coração da jovem, eis que ele tem a brilhante ideia de pedi-la em casamento diretamente ao seu pai, mesmo sem nunca terem conversado. É claro que o pai da jovem aceita imediatamente, afinal Gowan é um duque muito rico e que poderá trazer ao seu sogro muitos benefícios. 

Depois que ele supera os concorrentes, o objeto de sua obsessão concorda mansamente com o noivado, enfatizando o quão complacente ela é. Tendo conseguido seu intento, Gowan não vê necessidade de ficar por perto para conhecê-la melhor, preferindo seguir com seus compromissos, previamente agendados. Enquanto isso, Edie se recupera da doença passageira que fez dela a jovem incomum e perfeita que ele conheceu.
Então ele a viu.Sua noiva... Sua futura esposa.Edie.
O Coração batia com a força de um trovão. Reconhecia todos os ângulos do rosto, os lábios cheios, o cabelo... quem poderia esquecer aquele cabelo? Parecia que antigas moedas romanas haviam sido derretidas em vinho, permitindo que mechas de ouro mais escuro se entremeassem com a luz do sol.
Gowan ficou desgostoso com o modo que o pai levava seus relacionamentos, sempre de maneira inadequada e promíscua, por isso ele pretende ser bem diferente e acha que conseguirá salvar sua alma se tiver o amor perfeito para sua vida e Edie é uma dama inglesa de verdade, bastante pudica no que se concerne ao sexo. Ambos foram criados por seus pais depois que suas respectivas mães morreram e por isso nada sabem sobre romance e ainda são virgens. 

Tanto Gowan quanto Edie são sexualmente inexperientes no começo, o primeiro beijo e as primeiras relações conjugais são extremamente complicadas e nada satisfatórias, ocasionando muitos desencontros e mal entendidos entre o casal. Foi uma parte que achei interessante, justamente por não serem aqueles interlúdios perfeitos que estamos acostumadas a ler. 
Foi como se os olhos de Edie tivessem grudado na figura dele e quisessem engoli-lo. As pernas de Kinross eram musculosas, bonitas, mais longas que as dos ingleses presentes. O tórax dele era largo e os ombros pareciam ainda mais largos por causa do tecido xadrez jogado sobre eles. E o rosto...Era o rosto de um guerreiro, com um queixo marcante, de traços rudes, nada delicado. Por outro lado, os olhos eram impressionantes. Não havia emoção educada neles: apenas uma possessividade ardente. 
Gowan administra a propriedade da família com mãos de ferro e supervisiona os trabalhadores, ao contrário de seu pai, que era um bêbado irresponsável. Ele chega ao extremo de não ter tempo para viver. Gowan também tem uma meia-irmã que ele quer criar com sua esposa. Edie ama sua madrasta, cujo próprio casamento com o pai dela está à beira do abismo. As duas mulheres ajudam-se mutuamente com conselhos conjugais que acabarão por ajudá-las fazendo a diferença em suas vidas. E será sua madrasta que a ajudará muito em relação a cunhada e tantos outros problemas que surgirão em seu matrimônio.

Uma das melhores coisas do livro em minha opinião é a amizade entre Edie e sua madrasta, Layla, que provou ser a maior e mais deliciosa surpresa. Ela é a melhor e mais querida amiga de Edie. Ela é sua confidente e vice versa. Layla é uma presença constante ao longo do livro, fortemente sentida mesmo quando ela não está lá pessoalmente. Essa conexão permanece até o final  e é muito importante para todo o desenvolvimento da história e amadurecimento de Edie.


Outra coisa legal é que o quarteto Smythe-Smith é citado no livro, e o casal Edie e Gowan são convidados  do casamento de Marcus e Honoria do livro Simplesmente o Paraíso de Julia Quinn. Uma interação muito legal entre as autoras. 

O diálogo entre os personagens é espirituoso, caloroso e muito divertido. A autora nos leva entre a Inglaterra e a Escócia de uma forma interessante e nos deixa adentrar o seu mundo onde o amor, o perdão, as mudanças e tristezas da vida, fazem par com as alegrias e o sexo de uma maneira natural e muito gostosa. Recomendo.

Até a próxima.

Lia Christo:
Carioca da gema, romântica incurável, leitora compulsiva, perseguidora de sonhos, e louca pela vida!

4 comentários:

  1. Não conhecia esse livro, mas adorei a releitura dele
    os relatos de uma jornalista

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    1. Oi Bruna.
      Estou gostando muito desta série. Se tiver oportunidade leia.
      Bjus

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  2. Oi, Lia!
    Que resenha mais gostosa e fofa! Fiquei com uma baita vontade de ler esse e todos os outros livros da série, ainda mais depois de saber que não precisa ser lido em ordem.

    Beijo

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    Respostas
    1. Oi Kaline.
      Obrigada pela visita. Espero que consiga ler em breve. São histórias ótimas para se distrair e suspirar.
      Bjus

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