[RESENHA] Vacas – Nem Toda Mulher Quer Ser Princesa | Dawn O’Porter


      Olá, eu sou Kênia Cândido do Blog Histórias Existem Para Serem Contadas e colaboradora do Blog Doces Letras.


Hoje eu trago para vocês um livro que toda mulher merecia ter em mãos. Vacas - Nem Toda Mulher Quer Ser Princesa, escrito pela Dawn O’Porter e publicado pela HarperCollins.
Venha conferir!


. Dados Sobre o Livro:

- Título Original: The Cown
- Editora: HarperCollins
- 1ª Edição
- ISBN: 978-85-9508-171-0
- 336 Páginas
- Ano: 2017
- Tradução de: Marina Schnoor
- Sinopse: Um pedaço de carne; feito para reproduzir; além da sua data de vencimento; parte do rebanho. Mulheres não têm que se encaixar em estereótipos. Tara, Cam e Stella são estranhas vivendo suas próprias vidas da melhor forma que podem, apesar de poder ser difícil gostar do que você vê no espelho quando a sociedade grita que você devia viver de um jeito específico. Quando um evento extraordinário cria laços invisíveis de amizade entre elas, a catástrofe de uma mulher vira a inspiração de outra, e uma lição para todas. Às vezes não tem problema não seguir o rebanho. Vacas é um livro poderoso sobre três mulheres julgando uma à outra, mas também a si mesmas. Entre todo o barulho da vida moderna, elas precisam encontrar suas próprias vozes.



Conseguiu Surpreender!

        Vacas é um livro repleto de situações para discutir e deixar os leitores que gostam de assuntos polêmicos, com muita vontade de debater os assuntos abordados, principalmente nós, mulheres.  
        O livro conta a história de três mulheres  completamente diferentes vivendo suas próprias vidas, o melhor que podem, mas  ao longo  do enredo elas são julgadas pelo seus atos e tem a chance de cruzar os caminhos uma das outras, para mostrar que as mulheres realmente podem ser  aquilo que querem ser.
       Tara é a primeira mulher ser apresentada na história. Ela é produtora de uma empresa de TV  chamada  Great Big Productions. Ela produz vários documentários sobre assédio sexual, exploração da mulher e divide seu tempo entre o trabalho e sua filha de seis  anos chamada Annie. Tara engravidou  após passar uma noite com um homem chamado Nick e optou em assumir a responsabilidade da maternidade sozinha sem que Nick soubesse da existência de Annie.
       Aos 42 anos, a vida de Tara não era fácil. No trabalho, diariamente precisava lidar com um ambiente machista dos chefes que não compreendiam que ela precisava sair um pouco mais cedo para cuidar e dedicar  a filha e por ser mãe solteira, Tara também sentia que era julgada  pelas mães das colegas de Annie. Toda essa situação deixava Tara com a sensação de ser insuficiente nas duas jornadas, por isso, ela tinha ajuda da mãe na maior parte do tempo, mesmo não morando com ela.
      No entanto, a vida de Tara piora ainda mais, quando ela sai durante uma noite de sexta-feira e conhece casualmente Jason. Depois do encontro tão agradável e achando o cara incrível, Tara resolve  conhecê-lo melhor antes deles transarem, então ela  pede para Jason esperar mais um pouco. 
     Tara vai embora do encontro completamente  excitada pelo  Jason e durante  a viagem de metro para casa, ela observa que vagão está vazio durante o início da madrugada e resolve se masturbar. Entretanto, quando Tara abre os olhos, ela percebe um rapaz filmando esse momento de descuido e rapidamente o vídeo foi postado na internet e Tara  tornou-se vítima de exposição virtual.

      A próxima personagem apresentada na história é a Camilla  ou simplesmente Cam. Ela é uma mulher de 36 anos que considera ser uma pessoa feliz e satisfeita com seu corpo e com sua vida. Cam é uma blogueira famosa de opiniões fortes que sempre está pronta para  discutir diversos assuntos e principalmente sobre o feminismo.
      É apaixonada pelo seu estilo de vida sem relacionamento fixo, com sexo casual e aprecia ser uma pessoa esclarecida com suas vontades. Gosta de ser solteira, não deseja se casar e também não pretende ser mãe. Contudo suas escolhas deixam sua família preocupada, achando que ela possa arrepender-se no futuro.

      E no último ponto da  história, temos a chance de conhecer a personagem Stella, uma mulher de 29 anos, que trabalha como assistente de  um fotógrafo e carrega consigo a dor de ter perdido a mãe e a irmã gêmea Alice para o câncer. Por causa desse episódio doloroso, Stella é uma mulher triste e solitária, mesmo tendo Phil como companheiro.
     Além de ter perdido a  mãe e a irmã, Stella carrega um gene BRCA e constantemente precisa fazer  exames porque os resultados já deram 85% de chance de desenvolver câncer de mama ou ovário. Com esse resultado Stella precisa passar por uma cirurgia para tirar os seios e o ovário, mas a Dra.  Cordon dá uma possibilidade dela ter um bebê antes da cirurgia, porém seu relacionamento com Phil não está bacana para o casal ter um filho no momento, pois eles estão fora de sintonia.

      Essa é a história de cada uma delas com seus problemas particulares, mas a exposição constrangedora da Tara acaba unido-as. Tara foi julgada por se masturbar em público de forma humilhante, as pessoas passaram a tratá-la como desequilibrada, pervertida e sofreu situações vergonhosas impostas pela sociedade.
      Não estou dizendo que o ato de Tara é correto, pelo contrário, eu particularmente acho errado. Também acho que as pessoas precisam aprender a lidar com a  liberdade e o feminismo com bom senso e respeito. A forma que ela foi humilhada e julgada, consegue mexer profundamente com a leitura.

      A história de Stella também tem um conteúdo muito interessante e importante. Com a sua doença, o enredo mostra a parte psicológica das mulheres que enfrentam a mesma doença e como elas precisam lidar com a retirada dos seios e do ovário. Mostrando que muitas mulheres acham que após a cirurgia perdem o lado feminino.

      No livro tem vários textos que da Cam no momento que ela escreve no seu blog. Esses assuntos são abordados sem preconceitos e julgamentos. Mostrando claramente como as pessoas gostam de se  impor na vida de outras pessoas. Possui também outros assuntos importantes que toda mulher tinha que ter acesso para saber lidar com a mente mais aberta.
      A autora conseguiu escrever um romance direto e bem franco. Apesar da leitura fluir bastante, ela não foi tão rápida como imaginei que seria, quando comecei a lê-lo. Os assuntos abordados faz o leitor refletir muito, com isso, eu parava um pouco a leitura  para assimilar cada assunto e as atitudes dos personagens. Terminei surpreendida com a história.
     A capa é a mesma da versão estrangeira. Adoro quando o livro é lançando aqui no Brasil  com a  mesma capa estrangeira e confesso que achei a capa linda nos tons amarelo e preto. A diagramação está boa nas folhas amarelas.
     Recomendo este livro para todos os leitores que desejam compreender melhor os assuntos abordados, especialmente, as mulheres.  
“Direitos das mulheres é um assunto delicado. Há uma luta – o feminismo - , mas há  vários tipos de mulheres e agradar a todas é impossível.”  ( pág. 32 )
“Algumas das mulheres mais bem-sucedidas que eu conheço são mães. As mulheres podem tudo... Mas eu não quero tudo.” ( pág. 130 )
“Muitas mães não trabalham e sim, tomaram conscientemente essa decisão. Por mais que eu não me identifique com isso, ou imagine isso para a minha vida, não apoio que o feminismo se volte contra as mães. Isso é uma coisa horrível e feia.”  ( pág. 199 - 200 )
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    . Sobre a autora:



     Dawn O’Porter é escritora, colunista, designer e jornalista, e já fez inúmeros documentários sobre os assuntos mais variados, como poligamia,partos, câncer de mama, gueixas e até sobre o filme Dirty Dancing. É autora dos premiados Paper Aeroplanes e Goose e criadora da Ong Help Refugees. Dawn mora em Los Angeles com o marido, o filho, um gato e um cachorro chamado Potato.

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Espero que tenham curtido a resenha, e que tenham a possibilidade de ler este livro e absorver mais sobre estes assuntos tão atuais e importantes para nós mulheres!
Beijos e até a próxima.




Kênia Candido:
Eu sou dona do blog Histórias Existem Para Serem Contadas. Mineira completamente apaixonada por livros, filmes e seriados de TV.

8 comentários:

  1. Oi Kênia, tudo bem?
    Não conhecia o livro e confesso que de início não chamou minha atenção, mas sua resenha está bem completa e chamativa e me despertou um interesse, fiquei bem curiosa para saber o que acontece mais na vida dessas mulheres e como elas se uniram. Quem sabe consiga ler um dia?
    Também adoro quando o livro vem para o Brasil com a capa original, essa capa é bem chamativa e forte!

    Obrigada pelo carinho. Volte sempre!
    Um super beijo :*
    Claris - Plasticodelic

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    1. Oi Claris.
      O livro parece ter muito drama e ser intenso, e também mexe num assunto que está sempre em voga. Nós mulheres! Espero que tenha a oportunidade de ler.
      Bjus

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  2. Oi, Kênia

    Acho importantíssimas as questões levantadas pelo livro e acho mais interessante ainda o fato de ser um livro quenpode até levantar um debate sobre a questão da mulher na sociedade. Não é muito meu estilo de leitura, mas eu leria em doses homeopáticas somente pela abordagem dele!

    Beijocas
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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    1. Oi Tami.
      Também não é o meu estilo de leitura, mas achei muito interessante e como você se houver oportunidade irei ler.
      Bjus

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  3. Oi, Kênia!
    Achei bem diferente e interessante tanto a capa quanto o título. Eu não sabia muito sobre a história, mas agora estou interessada.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Oi Lu.
      Essa capa ficou bem marcante. E a história parece interessante. Espero que leia.
      Bjus

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  4. Oi
    Já tinha vista a capa desse livro pela internet, mas não sabia exatamente sobre o que se tratava. A sua resenha veio para mostrar o quanto esse livro é interessante! Confesso que fiquei bem curiosa para ler.
    Beijinhos
    Renata
    Escuta Essa

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    1. Oi Renata.
      Espero que tenha a oportunidade de conferir.
      Bjus

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