[RESENHA] Pegando Fogo(Livro #13) - Abbi Glines - Editora Arqueiro


Bom dia seus lindos!
Hoje venho compartilhar com vocês, as minhas impressões sobre Pegando Fogo, o último livro da série Rosemary Beach.

Sinopse:
Nan Dillon, a bad girl de Rosemary Beach, é uma garota imatura e egoísta que não tem outra preocupação na vida a não ser manter o corpinho perfeito. Só que Nan está longe de ser feliz: nunca teve o amor dos pais, o irmão adorado não tem mais tempo para ela, e Grant, o único homem de quem gostou de verdade, resolveu trocá-la pela meia-irmã dela.
Então, quando Major Colt a convida para sair, ela não pensa duas vezes. Apesar de saber que esse texano charmoso e de fala mansa não quer nada sério, ficar com ele é melhor do que estar com as colegas fúteis ou passar as noites sozinha vendo televisão.
Mas logo Nan fica farta do comportamento descompromissado de Major e, depois que ele a deixa plantada em casa mais uma vez, decide ir a Las Vegas para um fim de semana sem regras e sem limites. Lá, conhece Gannon, um empresário sedutor e perigoso que sempre diz exatamente o que ela quer ouvir.
Quando Major vai atrás dela implorar por uma segunda chance e Gannon mostra que não é tão perfeito quanto ela pensava, Nan tem que decidir a quem entregar seu coração. O que ela não percebe é que os dois têm uma estratégia de longo prazo para ela – e já estão várias jogadas à sua frente.
Ficha Técnica:
Lançamento: 01/08/2017 | Título Original: UP IN FLAMES 
Número de Páginas: 224 | ISBN: 9788580417524 

Juro pra vocês, que eu tive que lutar muito contra mim mesma, pra pegar esse livro para ler. Nan foi uma das personagens mais insuportáveis que já tive o desprazer de ler em um livro. Só quem acompanha a série desde o começo, sabe o quanto ela foi egoísta, chata, mesquinha, esnobe, preconceituosa e muito mais. Sendo assim eu relutei muito a aceitar que precisasse ter um livro exclusivamente dela. A meu ver bastava dar um desfecho para a dita cuja em qualquer outro livro e pronto. Mas... eu tenho TOC com séries, acho que já falei sobre isso algumas vezes. Não consigo deixar uma série inacabada, não consigo deixar algum livro de uma série sem ser lido, e por aí vai. É complicado. Então, lá fui eu tomar coragem e fazer a leitura. Você acha que eu passei a gostar da Nan? Que eu a perdoei? Vem comigo...

Nan Dillon sempre foi osso duro de roer. Chata, arrogante, metida a besta, mas tinha lá suas qualidades... Bom Nan nunca fingiu gostar de alguém que não curtisse, nunca tinha medo de enfrentar as merdas que fazia, e tinha a seu favor uma beleza ruiva estonteante. Ah! A treteira ainda é inteligente, mesmo que usasse sua inteligência pra tramar contra os outros. Enfim... Nan era a Nan e pronto.


O livro Pegando Fogo tem uma história envolvente, intrigante e podemos ver um lado da personagem que nunca antes nos tinha sido mostrado. Tem também a adição de Cope, um cara obscuro, bonito e que emana poder pelos poros. E é justamente por ele que Nan fica de quatro pela primeira vez na vida. Pela primeira vez na vida, ela se vê apaixonada e se descobre adepta de um sexo mais vigoroso e selvagem, algo que ela mesma nunca tinha percebido que gostava até Cope entrar em sua vida e na sua cama.
 "Amar e ser amado é uma necessidade humana básica. Antes dele, eu achava que minha vida era uma prova de que essa teoria não era verdadeira. Antes dele, eu era forte... ou era fraca? Não tenho mais certeza. As coisas que eu considerava verdadeiras hoje são motivo de questionamento. A única certeza que tenho é que, depois dele, nada mais foi igual." (Pág. 07 - Nan).
Cope faz parte do crime organizado. Está envolvido em casos difíceis, que envolvem em sua maioria, se livrar de pedófilos e criminosos de alta periculosidade. Um cara durão, que mete medo em Major, o primo de Mase, e com quem está trabalhando no momento. Os dois estão em uma missão que envolve a Nan. Algo na vida de um dos casinhos dela, que eles estão interessados. Enquanto Cope a mantém em vigilância por 24 horas por dia, Major, o bonitão galinha tem a missão de fazer com que ela fique a fim dele e lhe conte tudo que eles precisam saber, ao mesmo tempo provando a inocência dela sobre determinados assuntos.
 "Embora Nan não fosse uma vilã, era uma mulher profundamente ferida e magoada. Podia have algo mais perigoso? Eu duvidava." (Pág. 207 - Cope).
Nem preciso dizer que vai dar muito pano pra manga. Major acaba se sentindo mexido por Nan, começa a ter sentimentos além do casual e com isso tenta se afastar dela sempre que pode, para que ela não se apegue muito a ele e os dois acabem sofrendo por conta disso. Por esse motivo ele acaba ferrando com tudo, quando Nan começa a perceber que sempre que não está com ela, Major está entre as pernas de alguma outra garota de Rosemary Beach, Nan se ressente e resolve deixar Major pra trás quando resolve fazer uma viagem para arejar a mente em Vegas. Lá ela acaba conhecendo Gannon(Cope disfarçado) e fica maluca por ele. O sexo é o melhor da sua vida, os sentimentos por ele são muito intensos e pela primeira vez na vida, ela se sente totalmente a mercê de um homem. 

Por seu lado Cope(Gannon) também sente algo mais por Nan e acaba se deixando dominar por suas emoções por ela. Os dois passam alguns dias juntos, e a coisa acaba ficando bem quente, quente não. A coisa ferve mesmo. Só que nem tudo é fácil assim. Os dois estão em mundos bem diferentes, as coisas acabam se complicando e acabam se separando. 

O interessante neste livro, é que mesmo sendo focado em Nan, eu acabei não conseguindo acreditar totalmente em sua mudança, em seus arrependimentos, sei lá. Acho que o foco em cima dela e Cope foi tanto, que acabamos por perder a chance de ver sua interação com os outros personagens da série, a quem ela já tinha feito tanto mal. Enfim... eu continuo não gostando da Nan. Mesmo que nesse livro ela tenha despertado uma certa simpatia da minha parte, por algumas coisas que passa e que lhe causam muito sofrimento. Também senti empatia, como sentiria por qualquer ser humano que passasse por tudo que ela passou neste livro e já tinha passado na vida. Mesmo assim, não acho que nada disso tenha sido desculpa para ela fazer o que fazia e ser do jeito que era, até mesmo com quem só lhe queria bem. 

Deu para rever alguns personagens como Rush, Blaire e Nate. Capitão que é do livro anterior, cuja resenha está aqui e de quem eu gostaria de ter lido mais e conseguido curtir mais um pouco dele com a Addy. Também vamos rever Mase e Reese, mesmo que rapidinho, e relembrar algumas façanhas que rolaram durante a série. 

Vou parar por aqui, pois acho que este livro precisa ser lido de mente aberta, e se eu contar demais, acho que muito da emoção do livro, vai se perder e acabar atrapalhando sua leitura. Por isso se joga sem medo, sem culpa e depois passa por aqui para me contar se sua opinião sobre a Nan foi a mesma que a minha. 


Sobre a parte técnica do livro: O livro é narrado em primeira pessoa, sobre três pontos de vista: Nan, Mahor e Cope. São 222 páginas e a leitura é rápida é fluida. A capa é bonita e lembra a personagem. A diagramação é simples mas eficiente, Cor das páginas e fontes boas para ler. Encontrei alguns errinhos de escrita, foram poucos e nada que atrapalhasse a leitura. Bom trabalho por parte da Editora.

Esta é a minha opinião, mas acho que quem acompanhou a série, ou até mesmo você que ainda não leu nenhum dos livros, deveria conferir e tirar suas próprias conclusões, porque mesmo eu tendo meus problemas com a Nan, a história é legal, rápida de ler, li em um dia, e até mesmo me emocionei em um acontecimento envolvendo Major, sua família e amigos. Um bom desfecho para a série.
Bjus

Lia Christo:
Carioca da gema, romântica incurável, leitora compulsiva, perseguidora de sonhos, e louca pela vida!

4 comentários:

  1. Oi, Lia!
    Eu sempre ouvi falar muito sobre a Nan. Eu até queria ler somente esse livro dela, mas as opiniões que li me desanimaram um pouco.
    Realmente é difícil esperar que uma personagem que foi o cão durante toda a série mude da água pro vinho.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe do Natal Literário e ganhe prêmios maravilhosos

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    1. Oi Lu.
      A Nan é a Nan. Como falei na resenha não deu para desculpar. rsrsrsr
      Bjus

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  2. Não conhecia esse livro e concordo com você sobre a parte de cada um ler pra tirar suas próprias conclusões, há opiniões diferentes né.
    Parabéns pelo blog, já estou seguindo para poder acompanhar as novidades

    www.papomoleca.com.br

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    Respostas
    1. Oi Jôoh, como vai?
      Obrigada por sua visita e também irei lá e estarei seguindo.
      Sim, é muito importante que cada leitor tenha sua própria experiência.
      Obrigada e volte mais vezes. Bjus

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