[RESENHA] Primeiro e Único - Emily Giffin - Novo Conceito

Bom dia leitores!
Um sábado recheado de coisas boas pra vocês!


E pra ficar melhor, uma nova resenha chegando...


PRIMEIRO E ÚNICO

Ficha Técnica:
Autora: EMILY GIFFIN
Título: Primeiro e Único
ISBN: 9788581635972
Selo: NOVO CONCEITO
Ano: 2015
Edição: 1
Número de páginas: 448
Formato/Acabamento: 16x23x2,8
Peso: 0.60 kg
Preço Sugerido: R$ 39.90
Área Principal: FICÇÃO
Assuntos: ROMANCE

Sinopse:
Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos.

Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.

A aclamada autora de Questões do Coração e Presentes da Vida criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.
LEIA UM TRECHO.
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Para saber mais sobre os livros da autora, visite a Novo Conceito.
Deste livros acima, já li Presentes da Vida, e se quiser conferir a resenha, clique aqui.


EMILY GIFFIN



Emily Giffin é advogada, formada pela Wake Forest University, mas sempre gostou de escrever. Seus romances bem escritos e relacionados à vida moderna são garantia de diversão. A autora best-seller pelo The New York Times vive com o marido e três filhos em Atlanta, nos Estados Unidos.


O futebol americano serve como pano de fundo para esta história com altas apostas de amor. Achei bem diferente a maneira como a autora abordou este tema.

Aos 33 anos, Shea Rigsby ainda vive em sua cidade natal de Walker, Texas, onde o programa de futebol da faculdade local representa o único mundo que ela sempre conheceu e com o que "realmente se importa."
Ela trabalha para a universidade local, que tem uma forte equipe de futebol que é treinada por Clive Carr, o pai de sua melhor amiga Lucy. Namora um ex-jogador de futebol.

Shea tem um carinho especial pelo treinador Carr: ela descreve-o como uma divindade, o sol em torno do qual todos em Walker giram. Apesar da diferença de idade entre eles ser de 22 anos (e o ciúme óbvio de Lucy), Shea e o treinador tem um relacionamento fácil e envolvente que deriva em grande parte da obsessão de ambos pelo futebol.

O pai de Lucy, Clive Carr, é o treinador principal da equipe de futebol da Universidade Walker, e num local onde as pessoas amam e respiram futebol, ele é tratado como uma celebridade local.  Lucy tem grande apreço pelo pai, mas ás vezes se ressente da atenção e carinho que ele dedica a sua melhor amiga Shea.

Shea é duramente atingida quando Connie Carr, a matriarca da família Carr, morre de câncer. Ela começa a questionar seu caminho na vida, e admite verdades que ela nunca se permitiu enxergar. Nem todas suas descobertas são bem recebidas por aqueles ao seu redor. Principalmente por sua melhor amiga.

Após a morte da esposa de Carr,  Shea passa uma peneira por seus trinta anos e conclui que sua vida é confortável demais, certinha demais e um pouco estagnada. Ela anseia por mudar de direção. Ela renuncia ao seu trabalho no departamento atlético da universidade para alavancar sua carreira no jornalismo esportivo. Ela rompe com seu namorado (onde há uma inerente falta de conexão), e ela começa a namorar um quarterback famoso. No entanto, enquanto Shea embarca em seu novo caminho, ela percebe que ela está romanticamente interessada em outra pessoa - algo que é bastante complicado, um tabu e inesperado.

Eu me peguei algumas vezes pensando: "Como eu iria lidar com isso?" "O que eu faria?"

Apesar de tudo parece estar sendo um mar de rosas, a história de Giffin logo se transforma em um território inesperadamente escuro onde os abusos emocionais e domésticos são descobertos, mas infelizmente não são apronfundados pela autora.

A honestidade de Giffin faz com que o leitor possa se relacionar de modo real com Shea e o resto de seus personagens femininos. Shea é certamente falha, um pouco imatura e muitas vezes confusa sobre o que ela quer da vida, mas sua força não está em foco neste romance.

Apesar do livro ser narrado em primeira pessoa pela visão de Shea, eu gostaria de ter sabido mais sobre Lucy, pois para mim ela é uma personagem bem interessante e muitas vezes me coloquei no lugar dela, perdendo a mãe, não tendo um ótimo relacionamento com o pai e ainda por cima tendo que vivenciar as mudanças de sua melhor amiga, e nem todas para melhor.

O ângulo mostrado sobre o amor é um pouco estranho, mas eu sinto que é realista. A verdade é a mais estranha ficção. Algumas vezes me senti um pouco chateada sobre Shea e seu relacionamento com o treinador, porque ele parecia uma figura paterna para ela então foi um pouco estranho, mas eu acabei entendendo. Eu acho. Shea foi uma personagem diferente e ler sobre como ela tenta descobrir sua vida, sua carreira, e sua família, foi legal, mas eu estava realmente interessada em sua amizade com Lucy. Em como as coisas ficariam entre elas, em como tudo se resolveria.

Shea tem que tomar uma grande decisão no livro, e confesso que esta decisão e seu desfecho não me agradou totalmente.

Primeiro e Único é uma história comovente sobre o crescimento emocional e pessoal de uma mulher, embora um pouco mais tarde na vida. Shea aprende a confiar e seguir o seu coração; não importa as expectativas e aspirações que os outros podem ter sobre ela. E foi muito bom acompanhar este crescimento da personagem, sua mudanças.

Este romance, embora fale sobre relacionamentos, é tratado de forma mais profunda, densa, e mais forte que usualmente acontece em outros livros deste tema.
Gostei da forma como a autora soube desenvolver e conduzir sua história, mesmo achando que muitas das passagens sobre futebol poderiam ter ficado de fora. E não ter ficado muito entusiasmada com o final.

O livro tem uma capa que remete a história, e é condizente com ela. Quanto a parte da diagramação, formatação, revisão não tenho nada a reclamar. Uma boa publicação da editora.

Mesmo com estas considerações recomendo a leitura para quem é fã da autora, pois ela escreve bem, criou uma boa trama, teve sensibilidade para desenvolver sua história, mas se você ainda não conhece o trabalho dela, talvez não devesse começar por este livro.
Bjus

12 comentários:

  1. Oi Lia.
    Achei uma pena a autora não ter aproveitado um plano de fundo excelente que ela tinha, no caso os abusos, com certeza seria um enredo mais impactante.
    O que não me animou a fazer essa leitura foi justamente por causa da parte que ela mais explora: o futebol.

    Beijos.
    Leituras da Paty

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    1. Oi Paty, tudo bem?
      Eu sinceramente achei que foi muito futebol pra pouca história... Sei lá minha opinião.
      Bjus

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  2. Nossa Lia eu estou curiosa com esse livro. Mesmo lendo sua a resenha, a curiosidade ainda está enorme. Eu tenho 3 livros da autora e o único que ainda não li é o Presentes da Vida, por que ainda procuro O Noivo da minha melhor amiga.

    Bjos Flor.

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    1. Oi Kênia, o livro não é ruim. Eu gostei da história e gosto da escrita da Emily, só achei que ela poderia ter trabalhado melhor algumas coisas e outras ter deixado de fora ou ter falado menos...
      Bjus

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  3. Olá Lia,

    Esse livro está na minha lista de desejados, gosto demais da escrita da autora e mesmo com algumas ressalvas aqui mencionadas vejo que vou gostar da história....bjs.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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    1. Oi Marco.
      Eu gostei muito de Presente da Vida, e está com muita expectativa em ler estes, e infelizmente neste ela não conseguiu me empolgar tanto...
      Abraço

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  4. Oi, Lia!
    Que boa nova! Li "Presentes da vida" e chorei litros. Não acho que os livros dela sejam Chick Lit, porque não são superficiais como “Os delírios de consumo de Becky Bloom” ou “Melancia”. Esses livros até são divertidos, mas não agregam nada!
    Li também “Uma prova de amor” e tenho amigas que compartilham o mesmo desejo da personagem principal de não ter filhos e tive muita empatia com a personagem. O melhor de tudo é que não teve um final clichê.
    Emily realmente sabe falar sobre relacionamentos. E pensar que mais livros vem por aí só me traz alegria.
    Bom fim de semana!
    Beijus,

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    1. Oi Luma, também adorei Presentes da Vida! Foi um livro emocionante!
      Talvez por isso esperasse muito mais desse.
      Bjus

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  5. Oi Lia!
    Menina, foi complicado ler esse livro... Fiquei muito perdida com todas as páginas sobre o futebol americano, um esporte que eu não entendo nada. E sobre o romance final... não gostei nadica. Tive a impressão que o treinador não amava mais a esposa, por superar tão fácil a perda... sei lá, foi isso que eu senti....
    Bjks!
    http://www.historias-semfim.com/

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    1. Pois é Carla, tive as mesmas dificuldades que você.
      Foi meio estranho mesmo.
      Bjus

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  6. Acompanho futebol americano... talvez goste desse livro.
    SUA ESTANTE
    Gatita&Cia.

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    1. Olá Willow, tudo bem?
      Obrigada pela sua visita e comentário.
      Se você curte este esporte e gosta de romance, vai gostar deste livro.
      Abrço.

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